O PREÇO DE UMA AMIZADE

     Um certo dia estava eu e a equipe de pesquisadores andando em uma floresta, ainda não conhecida por nenhum de nós e, nos acompanhava fiéis cães da raça Husky Siberiano, alguns estavam a dar crias, então voltamos para a época normal para os filhotes ficaram em segurança, no entanto não poderíamos levar todos os cães.
E alí, naquele lugar desconhecido, uma leve neblina, pouca luz solar apesar de ser o ápice do dia, o meio-dia, continuava um céu cinza o que deixava um ar de suspense e ao mesmo tempo assustador, pois o silêncio só era cortado pelo vento nas árvores e o som de alguns pássaros.

Quando voltamos para esta floresta, percebemos o agito, rugidos e barulhos de briga de cães, não sabíamos que naquele lugar tão silencioso havia lobos e cães não domesticados cheios de Fome.E estavam tentando acabar com nossos amigos cães, por tamanha fome que estavam e tomados de  raiva, por estarem invadindo seu território.
Nós assistindo aquela briga, uma luta por sangue, não evitamos e fomos tentar proteger alguns cães, alguma forma acharíamos, alguns colegas de equipe, com arma de fogo, conseguiram salvar os mais machucados das garras dos lobos famintos. Os outros lobos  assustados com o barulhos das armas fugiram para o horizonte coberto de neblina e montanhas.
Alguns não sobreviveram e outros ficaram com manchas de sangue em seu pelo branco e macio. Mesmo assim continuamos nossa caminhada, mais atenciosos do que na primeira vez.
Preocupados com os filhotes que ainda estavam com nós e qual seria o próximo momento em que novamente seríamos atacados.
Não sabíamos a que país ou continente aquela floresta fazia parte e nem a época em que estávamos, apenas apavorados e tensos por tudo que já tínhamos visto até o momento, a briga para matar a fome e outros brigavam para sobreviver. A dor que sentíamos por ter perdidos belos e fortes cães.
Então para cuidar dos filhotes e dos que estavam machucados, decidimos voltar.
Quando olhamos para trás mais lobos e cães famintos e não eram os mesmos.
Como não tínhamos mais como lutar, nem proteger os que ainda restavam, começamos a correr. Corremos o mais rápido que podíamos, até encontrar o portal novamente para voltar ao inicio, à época normal das nossas vidas.
No entanto, todos foram saindo, e os lobos se aproximando, nossos Huskys para nos proteger começaram a lutar. Eu daria a minha vida por eles. Comecei tentar puxá-los até que um cão me mordeu, puxei minha mão machucada, ainda ouvia os latidos, até que conseguimos fechar a tampa do portal antes que aqueles ferozes cães e lobos conseguissem passar também pelo portal.

A saída do portal era uma caixa de madeira que ficava no chão de uma casa, ao fechar a tampa ele virou simplesmente um corredor, um corredor que podemos chamar de corredor da morte.
        
      E  se alguém encontrar e entrar nesse portal, sem proteção e nem amigos fiéis... talvez nunca mais sairá... 


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